5 coisas que você não sabia sobre a Sauvignon Blanc

A Sauvignon Blanc é famosa por fazer vinhos com personalidade, leves e refrescantes. Perfeitos para tomar bem geladinhos em um dia quente de verão – qualquer semelhança com a realidade atual é mera coincidência #soquenao.

Ela é muito conhecida pelos seus aromas herbáceos (algo parecido com grama cortada) que adicionam um toque único aos aromas de maçã verde e de limão siciliano que ela também traz para o vinho. 

Só que esse é o “Lado A” da Sauvignon Blanc. 

Ela é cheia de segredos no seu “Lado B”. E é sobre isso que vamos falar neste artigo.

Cuidado: se você continuar a leitura, você corre sério risco de se apaixonar pela Sauvignon Blanc! 

5 coisas que você não sabia sobre a Sauvignon Blanc:

  1. Existe Sauvignon Blanc de outras cores

Existem mutações da Sauvignon Blanc em que ela apresenta outras cores. A Sauvignon Gris é rosada e a Sauvignon Rouge é tinta. Elas são principalmente cultivadas no Loire (onde são conhecidas por Fié), mas ainda em pequenas proporções.

  1. Na França, a região em que é mais plantada não é a sua região de origem

Apesar de ser originária do Vale do Loire e produzir excelentes vinhos no próprio Loire e em Bordeaux, a região da França em que a Sauvignon Blanc é mais plantada é o Languedoc, que fica no sul do país. A região do Languedoc, em geral, é muito quente para o cultivo da Sauvignon Blanc, mas, justamente por isso, acaba sendo uma boa área para o cultivo da Sauvignon Blanc em maior escala. A ideia é aproveitar a capacidade da Sauvignon Blanc de produzir altos rendimentos em um local em que ela amadurecerá facilmente para produzir vinhos acessíveis. A diferença principal dos vinhos de Sauvignon Blanc do Languedoc para os vinhos de Sauvignon Blanc do Loire é que, nos vinhos do Languedoc, ela não possui tanta intensidade de aromas e a acidez do vinhos do Languedoc fica ainda mais evidente, uma vez que, por conta do calor, as uvas costumam ser colhidas mais cedo.

  1. Tem Sauvignon Blanc na Borgonha (o reino da Chardonnay na França)

Existe uma denominação de origem destinada ao cultivo e à produção da Sauvignon Blanc na região da Borgonha, mundialmente conhecida pelo cultivo de Chardonnay e Pinot Noir. Essa denominação se chama St. Bris e produz vinhos de Sauvignon Blanc em um estilo bem mineral.

  1. A Sauvignon Blanc inaugurou o sucesso da Nova Zelândia na produção de vinhos 

A Sauvignon Blanc foi a uva responsável por colocar a Nova Zelândia no “mapa dos vinhos”. Nos anos 1990 e 2000, a Nova Zelândia passou a produzir vinhos de Sauvignon Blanc que viraram sensação no mundo todo pela sua alta qualidade e pelos seus aromas distintos e intensos de maracujá. Foi a primeira onda de sucesso da Sauvignon Blanc fora do seu país de origem – a França.

  1. A Sauvignon Blanc foi por muitos anos confundida com a Sauvignonasse no Chile

Por muitos anos, a Sauvignon Blanc foi confundida com a Sauvignonasse no Chile, a qual é mais conhecida pelo seu nome italiano: Friulano. Acontece que, atualmente, a legislação do Chile considera a Sauvignonasse sinônimo de Sauvignon Blanc. Então, existem vinhos da Sauvignonasse rotulados como sendo de Sauvignon Blanc. Acredita-se que as plantações de Sauvignonasse são minoria e estão mais concentradas nas regiões do Maule e de Curicó. A principal diferença entre a Sauvignonasse e a Sauvignon Blanc é que a Sauvignonasse produz vinho com mais corpo, menos acidez, menos intensidade de aromas herbáceos e também com um toque de aromas de amêndoas torradas. 

Para conhecer a Sauvignon Blanc ainda melhor

Agora é hora de conhecer a personalidade da Sauvignon Blanc na taça!

Separamos 2 vinhos incríveis que, além de mostrar todo o caráter dessa uva, vão cair super bem para te refrescar neste calor.   

Vivalti Sauvignon Blanc 2020

Esse vinho mostra que os vinhos brasileiros não estão para brincadeira. Esse Sauvignon Blanc é produzido em Santa Catarina. 

Aqui vamos te contar mais um segredo da Sauvignon Blanc. Dessa vez, no Brasil. Considere isso como um bônus para você que leu o artigo até aqui. 

A Sauvignon Blanc gosta de climas frios, porque, nesses climas, ela consegue amadurecer de forma a intensificar seus aromas herbáceos. No Brasil – ao contrário do que muitos pensam – a região mais fria não é o Rio Grande do Sul, mas o Planalto Catarinense. Então, vale a pena ficar de olho nos Sauvignon Blanc catarinenses.

O Vivalti tem aromas e sabores de maçã verde e goiaba branca. O toque herbáceo de pimentão verde é mais sutil no nariz e, na boca, mostra sua intensidade. O que chama a atenção nesse vinho é a presença de um toque de jasmine e de pepino que são muito interessantes e não são tão típicos da Sauvignon Blanc. É um vinho muito bem feito e que surpreendeu pela complexidade atingida para essa faixa de valor.

Manos Andinas Sauvignon Blanc 2018

Ótimo exemplar de Sauvignon Blanc do Chile. Você vai encontrar aromas e sabores intensos de pêra, pêssego fresco e limão siciliano. Também tem o típico toque herbáceo de grama cortada. Esse toque herbáceo está bem elegante, nada excessivo. Tudo isso vem acompanhado de um toque mineral de pedras molhadas que deixa o vinho ainda mais diferenciado. O vinho entrega uma ótima relação custo-benefício. Ele tem mais presença de boca e mais intensidade do que se esperaria de um vinho nesta faixa de valor.

Vale muito a pena experimentar esses vinhos! Especialmente se você tem aquele “fraco” por harmonizações. Os dois têm uma acidez alta, o que – além de muito refrescantes – os tornam muito gastronômicos. Uma ótima ideia seria curtir esses vinhos com uma burrata.

Aliás, é exatamente isso que eu vou fazer agora!

Fui…

Até a próxima!

Deia Berthault

Sou uma nerd em vinhos com um parafuso a menos. Professora, estudante e apoiadora do movimento “Abaixo os enochatos” (…que nem existe, mas apoio! #enolegaisrock). 

Fundadora do @redsubmarinewines e parceira da @wineriecom.

Parceria: Winerie

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